Gosto de reservar um tempo do meu dia para me dedicar à leitura e nada melhor do que escolher obras escritas por mulheres.
Hibisco Roxo - Chimamanda Ngozi Adichie
Nesse livro poderoso Chimamanda mistura autobiografia com ficção para dar vida a história da adolescente Kambili na Nigéria. Seu pai, Eugene, um industrial rico, tenta se encaixar nos padrões capitalistas e religiosos brancos e assim acaba destruindo as relações entre a família. Kambili busca na tia, uma professora encantadora e feminista, e no avô que leva consigo as tradições de seu povo, a identidade e recebe o amor e a atenção negados pelo pai obcecado pelo pavor de ir para o inferno.
Não sou uma dessas - Lena Dunham
Lena é a criadora e roteirista do seriado GIRLS exibido pela HBO, então era meio que óbvio que eu ia querer ler esse esse livro porque amava GIRLS e assisti todas as temporadas. Lena verbaliza sua vida em NY desde a infância vivida com seus pais artistas no SOHO, até os momentos bizarros da adolescência e a dureza da vida adulta. Tudo com a linguagem dela onde a tragédia está a um passo para o ataque de riso.
GLAMOUR - Diana Vreeland
Nessa lista não podia faltar um livro sobre moda. Diana Vreeland que foi editora da VOGUE e da Harper’s Bazaar dá uma aula de personalidade quando reúne suas imagens favoritas e notas pessoais para entender o conceito de GLAMOUR. Com estilo e língua afiada, ela traz fotos de Maria Callas, Audrey Hepburn, Josephine Baker e até do general Charles de Gaulle.
Um guia Pussy Riot para o ativismo - Nadya Tolokonnikova
Nadya Tolokonnikova é uma das integrantes banda punk russa Pussy Riot. Nesse guia ela traz a experiência como ativista, revela sua ética e visão de mundo depois dos dois anos presa num campo de trabalho forçado na Rússia. Nadya nos dá as 10 regras para a revolução e ação sem meias palavras. Tipo um tapa na cara e uma pedalada nos empurrando pra frente sem medo.
Por Mariana Duda